
dos Estados Unidos caso todos os países adotassem o mesmo padrão,
acelerando as mudanças climáticas e o colapso ambiental.
Esse cenário acarreta a devastação de florestas, o esgotamento de
recursos renováveis como água potável, florestas e solos, além de
acelerar a extinção de recursos não renováveis, como petróleo e
minérios fundamentais para inúmeros produtos.
Outro ponto crítico da sociedade de consumo é a prática da
obsolescência programada, ou planejada, que consiste na produção de
bens deliberadamente projetados para terem vida útil curta,
incentivando o consumidor a substituí-los em pouco tempo. Isso
aumenta não só o consumo, mas também a pressão sobre os recursos
naturais e a geração de lixo, exacerbando os impactos ambientais.
Consumo e identidade
“A razão pela que consumimos dessa forma, além de nossas
necessidades, é porque o consumo é ideológico em seu núcleo”, diz
Steve Miles, sociólogo da Universidade Metropolitana de Manchester e
autor de livros como como Consumerism: as a way of life (Consumismo
como meio de vida). “Somos obrigados a consumir de modos que não
são naturais, mas que servem para manter o status quo”. O melhor
exemplo dessa forma irracional de consumir é a prática de ir a algum
shopping, fortemente impulsionada pelas, publicidade, cinema e pela
televisão: comprar por comprar se transforma em uma atividade de
lazer de fim de semana e até em uma terapia para momentos de crise.
A protagonista da série volta ao anoitecer para casa, com os braços
cheios de sacolas de lojas, muito mais tranquila após passar a tarde
percorrendo as lojas do centro. Agora isso sequer é necessário: basta
uma conexão com a internet para comprar de casa produtos vindos de
todo o planeta e tê-los em pouco tempo na porta de casa. Em
comparação com os anos 1970, quando os consumidores eram expostos
a certa de apenas 500 anúncios por dia em média. Hoje o consumidor é
exposto a uma média de 6000 a 10000 anúncios diariamente, um
incessante bombardeio ideológico tentando converter as pessoas ao
consumismo.
A dinâmica do marketing continua a se desenvolver, cada vez mais
“Compramos uma marca porque está alinhada aos nossos valores e
porque nos emociona”, diz o psicólogo Albert Vinyals Nas redes sociais